18 de Setembro de 2018 - 23:48
10/07/2018 - 21h03 DEU COM A PORTA NA CARA

BAÚ DO NINJA relembra ‘sonho’ frustrado de André Amaral de se tornar ministro do Governo Michel Temer

Por Blog do Ninja

Um sonho realizado é uma benção, mas um sonho frustrado é uma decepção daquelas que fica guardada na memória. Hoje o Baú do Ninja relembra uma dessas situações vividas por um parlamentar paraibano – o deputado federal André Amaral, hoje filiado ao PROS.

O ex-emedebista, com seus pouco mais de seis mil votos, mal assumiu a vaga que era de Manoel Júnior na Câmara Federal e foi logo se articulando para tentar emplacar um ministério.

Na época Temer estava passando por um inferno astral e contava com poucos indicados que pudessem ocupar o posto.

O paraibano se animou, deu entrevistas falando de seus projetos, mas acabou dando com os burros n’água.

André sequer passou perto da porta do Ministério da Cultura.

O parlamentar ressaltou à época, que era natural a articulação em torno do seu nome para ocupar o ministério da Cultura e rechaçou as insinuações de que estava despreparado para os desafios. Salientou que tinha uma vida limpa e não é estranho à área cultural, recordando a atuação que teve no movimento estudantil, espécie de embrião para sua incursão na seara política.

Mas não foi bem isso que a mídia nacional noticiou.

RELEMBRE

Na época a cotação de André para o posto virou chacota.

O histórico veio à tona após o jornalista Ancelmo Gois, do Jornal O Globo, trazer em sua coluna dominical do último final de semana um panorama pequeno, bem resumido, do quadro atual na conjuntura interna do Ministério da Cultura.

Segundo o colunista, André, de 26 anos, nem é conhecido do público mititante da Cultura, e, tampouco, teria lido o ‘Pequeno Príncipe’, uma das obras literárias mais traduzidas no mundo, tendo sido publicado em mais de 220 idiomas e dialetos.

Estudante do curso de Direito, Amaral conquistou pouco mais de 6 mil votos no pleito de 2014, mas como o PMDB não fez coligações, acabou sendo ele o contemplado com a primeira suplência de três deputados (Veneziano, Manoel Júnior e Hugo Motta).

Amaral exerceu a interinidade durante a licença do deputado Veneziano, mas, meses depois, alcançou a titularidade após a renúncia do deputado federal Manoel Júnior (PMDB), em janeiro de 2017.

Nos bastidores já é especulado que a indicação de alguém que não é da área da Cultura para o cargo pode rebaixar ainda mais a pouca popularidade do Governo Temer.

Leia o trecho da coluna de Ancelmo Gois:

As voltas que o mundo dá

João Batista de Andrade saiu da Cultura porque, entre outras coisas, não estava conseguindo manter Debora Ivanov na presidência da Ancine. Veja: este cargo estava reservado a ele se Roberto Freire não tivesse renunciado após o grampo de Temer, em maio. “O presidente já tinha me garantido o nome de João Batista na Ancine”, lembrou Freire ontem.

O pequeno príncipe

Aliás, o deputado André Amaral, do PMDB (PB), 26 anos, cotado como futuro ministro da Cultura, é pouco conhecido no meio cultural. Em seu currículo (onde consta ter curso superior incompleto), nada indica suas preferências literárias ou mesmo se já leu… “O pequeno príncipe”, de Antoine Saint-Exupéry.

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Henrique Lima

É graduado em Comunicação Social e Licenciatura em História pela UFPB e Bacharel em Direito pela Faculdade Maurício de Nassau. Amante dos bastidores da política, há sete anos atua como repórter do programa Correio Debate, na rede Correio Sat.

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