18 de Fevereiro de 2019 - 03:43
28/01/2019 - 17h44 DOR E SOFRIMENTO

VÍDEO: Baú do Ninja relembra tragédia da barragem de Camará, que acabou com Alagoa Grande; episódio vai completar 15 anos

Por Blog do Ninja

Não foi apenas Minas Gerais que sofreu com o descaso quando o assunto é rompimento de barragens. Há quase 15 anos a Paraíba vivia um dos seus piores momentos quando a barragem de Camará, no Brejo do Estado, estourou e praticamente engoliu o município de Alagoa Grande e deixou outros quatro sitiados.

Apesar do impacto que teve na época, a tragédia na Paraíba não teve proporções tão grandes quanto as ocorridas na região mineira – duas em tão curto espaço de tempo.

O sofrimento do paraibano, no entanto, durou mais de uma década, já que o local que foi o estopim da tragédia só veio a ser reconstruído 12 anos depois da catástrofe.

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HISTÓRICO

Barragem de Camará, inaugurada em 2002, foi construída em concreto rolado no leito do rio Riachão (afluente do Rio Mamanguape), o Riachão serve de divisa entre os municípios de Alagoa Nova e Areia – PB. Camará está inserida no vale do rio, balizada pelos sítios Bálsamo, Engenho São Luíz e Sítio Pedra D’água.

Na noite de 17 de junho de 2004 a barragem rompeu após uma falha de construção, atingindo parte dos territórios e moradores dos municípios de Alagoa Nova, Areia e os sítios urbanos das cidades de Alagoa Grande e Mulungu, onde o desastre assumiu maior dimensão.

Em 2016 as obras de reconstrução da Barragem de Camará foram, sob a responsabilidade do Governo do Estado da Paraíba, no segundo mandato do Governador Ricardo Coutinho efetuadas.

O então governador Ricardo Coutinho inaugurou a obra da Barragem Nova Camará, em Alagoa Nova, na segunda feira dia 26 de setembro de 2017 beneficiando aproximadamente 225 mil habitantes de mais de 20 municípios paraibanos, que sofreram com o rompimento da antiga barragem em 2004, quando mais de 800 famílias ficaram desabrigadas, quatro pessoas mortas e cidades destruídas.

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Henrique Lima

É graduado em Comunicação Social e Licenciatura em História pela UFPB e Bacharel em Direito pela Faculdade Maurício de Nassau. Amante dos bastidores da política, há sete anos atua como repórter do programa Correio Debate, na rede Correio Sat.

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